Considerando o trágico acidente com o elevador de serviços do Edifício Tiffany de 9 andares ocorrido em Santos/SP no último dia 30 de dezembro de 2019, e que, infelizmente, deixou 4 (quatro) vítimas fatais, reforço aspectos relevantes do gerenciamento do transporte vertical em condomínios neste artigo. 



A importância do Contrato 
Quando pensamos em qualquer problema com um fornecedor de serviços, com ou sem fornecimento de materiais, devemos correr logo para checar o que diz o contrato assinado entre ambas as partes. E se não tem contrato significa que esse relacionamento comercial já começou de forma irregular. O contrato, inclusive, pode sofrer alteração ou ter aumento de cláusulas estabelecidas inicialmente. Portanto, recomenda-se sempre firmar um contrato entre as partes onde podemos ter algumas das seguintes premissas:

1.   Conhecer o equipamento: isso significa expor no contrato a especificação total, completa e detalhada dos equipamentos e suas partes e componentes, sejam eles elétricos, hidráulicos ou mecânicos. Até as características mais específicas do equipamento como os parâmetros do projeto, tipos de acionamento, capacidade de carga, comandos, funcionamento das portas, obras civis que devem existir para cumprimento das normas técnicas devem ser de conhecimento do gestor do contrato.

2.   Conhecer as manutenções preventivas: nesse item é indicado detalhar quais as manutenções recomendadas pelo fabricante. Mas não é só isso, é recomendável exigir do fornecedor que entregue o passo a passo de cada preventiva. Além da descrição detalhada de “como” executar cada preventiva deve-se ter o tempo de cada atividade. Isso ajudará o gestor a planejar o tempo que o equipamento ficará parado para execução de determinada atividade, assim como todos os detalhes de sinalização e segurança para a execução da preventiva. Cabe também observar que quando há troca de peças, por quebra de ciclo ou corretiva ou recomendação do fabricante, que as peças usadas sejam entregues para o gestor de forma a aumentar a fiscalização do serviço que foi executado. Algumas preventivas mais específicas, em casos de elevadores, são difíceis de conferência.

3.   Conhecer a frequência das preventivas e, assim, montar um calendário anual, até mesmo para programar financeiramente a compra de determinados componentes com custos altos é de fundamental importância para o planejamento da execução das atividades de manutenção.

4.   Ter um manual para emergências. Sabe aquele “troubleshootting” que vem no final do manual de qualquer eletrodoméstico? Esse mesmo! Esse manual serve para ajudar a resolver avarias e a orientar operacionalmente o que fazer em caso de emergência.

5.   Montar um APR – Análise Preliminar de Risco – para todas as atividades de manutenção preventiva e corretiva e até o uso operacional dos equipamentos, a APR deve ser responsabilidade da empresa contratada.

 Além de todos esses detalhes técnicos é preciso focar também na documentação da empresa contratada. Além de toda a documentação já exaustivamente falada em outros textos, é preciso checar o registro da empresa na Prefeitura, o registro da empresa e do engenheiro que assinará a documentação no CREA e, além de tudo, também a Certidão de Quitação da Anuidade do CREA da empresa e do  engenheiro responsável. A capacidade técnica, financeira e administrativa da empresa também deve ser checada através de solicitação de referências de clientes e mercado.

Ou seja, todo cuidado na contratação de um fornecedor deve ser analisado. Mas é sempre importante ter esses cuidados, não só na contratação, mas em toda a vigência do contrato. Para isso, pode ser feito um relatório estatístico de todas as ocorrências e atividades do contrato.

Artigo: MARTHA RIBEIRO SIMAS  
Engenheira Civil e segurança do trabalho/Síndica Profissional




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